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Pós-operatório de Cirurgia Plástica: Retração, Fibrose e Inchaço. 

Blog da Clínica Kuyven

Bloco cirúrgico com cirurgião plástico e auxiliares vestindo jalecos azuis.

Isso Tudo é Normal? 

A decisão de realizar uma cirurgia plástica geralmente chega acompanhada por uma mistura de expectativa e ansiedade para que tudo aconteça conforme o planejado! Porém, é durante a fase de recuperação , no pós-operatório, que surgem dúvidas sobre certas reações do corpo, especialmente quando termos como “retração”, “fibrose” e “inchaço” começam a fazer parte do vocabulário do paciente. A pergunta que surge é: isso tudo é normal?

A resposta, de forma geral, é sim. Todos esses fenômenos são partes integrantes e esperadas do processo natural de cicatrização. No entanto, entender o “porquê” de cada um deles e saber quando é preciso atenção extra é fundamental para uma recuperação tranquila e com os melhores resultados. 

Sendo assim, neste artigo, vamos esclarecer essas questões para que você possa ter um pós-cirúrgico mais tranquilo.

O Inchaço (Edema) – A Resposta Imediata 

O inchaço é, sem dúvida, a reação mais imediata e visível no pós-operatório de qualquer cirurgia plástica.

Por que acontece? O edema é uma resposta inflamatória natural do corpo ao trauma cirúrgico. Quando os tecidos são cortados e manipulados, o organismo direciona um fluxo maior de sangue e fluidos para a região, contendo células de defesa e nutrientes essenciais para iniciar o reparo. É um sinal de que seu corpo está trabalhando para se curar.

É normal? Totalmente! O edema atinge seu pico nas primeiras 48 a 72 horas e, a partir daí, começa a regredir de forma gradual. Pode levar semanas ou mesmo meses, como nos casos de cirurgias mais extensas como lipoaspiração ou abdominoplastia,  para desaparecer completamente.

Bela mulher de olhos claros, usando faixa cirúrgica no rosto no pós-operatório de lifting facial.

Como controlar? Seguir rigorosamente as orientações médicas é importantíssimo! Uso de cintas/faixas de compressão, repouso adequado, elevação do membro ou da região operada, e aplicação de compressas frias (quando indicado) são medidas fundamentais para minimizar o edema.

A Fibrose – A Reconstrução do Tecido 

A fibrose é, frequentemente, a grande “vilã” na mente dos pacientes, mas seu papel é essencial. Ela é caracterizada pelo acúmulo anormal de tecido cicatricial abaixo da pele, formando áreas endurecidas, retrações ou mesmo nódulos palpáveis.

Por que acontece? A fibrose é a formação de tecido conjuntivo fibroso, uma espécie de “cola biológica” que o corpo produz para preencher os espaços criados durante a cirurgia e unir os tecidos que foram separados. 

É normal? Sim, a fibrose é uma fase obrigatória da cicatrização. Sem ela, a ferida não fecharia. O que varia é a intensidade com que cada organismo a produz.

Como evolui? Com o tempo, o corpo inicia um processo de “remodelação”, no qual esse tecido fibroso grosso e desorganizado é gradualmente quebrado e reorganizado, tornando-se mais macio e flexível. É nessa fase que os nódulos e áreas endurecidas começam a amolecer. O acompanhamento multiprofissional que inclui fisioterapeutas dermato-funcionais é poderoso aliado para acelerar este processo.

A Retração – A Acomodação Final 

A retração é um processo mais sutil, mas extremamente importante para o resultado estético final.

Por que acontece? Conforme o tecido fibroso (a cicatriz interna) amadurece e se contrai, ele “puxa” a pele e os tecidos adjacentes. Esse fenômeno é particularmente perceptível em cirurgias como a mamoplastia (aumento ou redução mamária) e a abdominoplastia. No caso do umbigo ou das cicatrizes mamárias, é comum que elas pareçam muito altas ou “puxadas” nos primeiros meses.

É normal? Absolutamente! A retração é um sinal de que a cicatrização está progredindo como o esperado. É esse processo que, por exemplo, ajuda a criar a dobra natural sob a mama (sulco mamário) após um implante ou que define a nova posição do umbigo.

Como lidar? A paciência é a chave. A retração é um processo dinâmico que pode durar de 6 meses a 1 ano. O resultado final, com a posição correta e natural dos tecidos, só será visível após a completa estabilização deste processo.

Então, Quando Devo me Preocupar? 

Apesar de serem normais, essas reações podem, em alguns casos, sair do controle. Portanto, fique atento se:

  • O inchaço for assimétrico, muito doloroso, acompanhado de vermelhidão intensa e febre (sinais de infecção);
  • A fibrose for excessivamente dolorosa, formar placas muito duras e não regredir com o tempo e as terapias recomendadas, evoluindo para uma cicatriz queloide ou hipertrófica; 
  • A retração for exagerada, causando deformidade ou dor constante.
Mulher jovem, deitada na cama, segurando uma toalhinha branca na testa, apresenta sinais de desconforto com a febre.

Inchaço, fibrose e retração não são complicações; são os pilares do processo de cicatrização. Embora assustem, inicialmente, eles são temporários e gerenciáveis. A chave para navegar por esta fase com sucesso é uma combinação de paciência, rigor no seguimento das orientações do seu cirurgião e a manutenção de uma comunicação aberta com ele. Confie no processo e no profissional que você escolheu. E lembre-se, o corpo humano leva tempo para se adaptar à sua nova forma e, com certeza, o resultado final valerá a pena. 

Carlos Kuyven – Referência em Cirurgia Plástica em Porto Alegre     

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R. Gomes Jardim, 301 – 313 – MedPlex- Bairro Santana / Porto Alegre RS

Fones: (51) 3388.4686 / (51) 3388.4757 / (51) 9 9299.7401 

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Carlos Renato Martins Kuyven - Doctoralia.com.br