É inegável que o processo de envelhecimento é um fenômeno biológico contínuo, dinâmico e multifatorial. Por isso, compreender sua natureza é fundamental para gerir expectativas sobre qualquer procedimento estético, seja minimamente invasivo ou cirúrgico.
Nenhum tratamento é capaz de interromper o relógio biológico; o que eles fazem é reverter, atenuar ou retardar sinais específicos do envelhecimento em um determinado momento. A necessidade de refazer procedimentos é, portanto, uma consequência inevitável da fisiologia humana combinada com fatores externos.
Neste artigo, vamos explorar não apenas como se dá o processo do envelhecimento, mas também porque e quando os procedimentos estéticos precisam ser refeitos, destacando a importância da manutenção dos resultados.
O Processo de Envelhecimento: uma Força Constante!
De acordo com pesquisa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2060, um em cada quatro brasileiros terá mais de 65 anos. Além disso, o estudo aponta que em 2039, o Brasil deverá ter mais pessoas idosas do que jovens. Sendo assim, cresce a busca por opções que possam “retardar” o processo do envelhecimento.
Mas como se dá o processo de envelhecimento cutâneo e corporal? Ele é resultado da combinação de dois processos:
- Envelhecimento Intrínseco (Cronológico): genético e inevitável. Caracteriza-se pela diminuição progressiva da atividade celular:
- Redução da produção de colágeno, elastina e ácido hialurônico a uma taxa de cerca de 1% ao ano a partir dos 25 anos.
- Diminuição da renovação celular e da espessura da derme.
- Redistribuição e perda de gordura subcutânea (atrofia).
- Enfraquecimento da estrutura óssea (reabsorção).
- Envelhecimento Extrínseco (Ambiental): acelerado por fatores externos, principalmente a exposição solar crônica (fotoenvelhecimento), mas também poluição, tabagismo, estresse, má alimentação e privação de sono. Estes fatores geram radicais livres que degradam as fibras de colágeno e elastina existentes.
Esta máquina não para! Mesmo após um procedimento bem sucedido, as estruturas tratadas continuam sujeitas a essas forças. Um preenchedor de ácido hialurônico repõe volume, mas o organismo continua a metabolizá-lo naturalmente. Um laser que estimula o colágeno cria novas fibras, mas a produção basal continua a diminuir e os fatores ambientais a danificar a matriz cutânea.
Por que os Procedimentos Precisam ser Refeitos?

A necessidade de retoques ou novas sessões varia drasticamente, conforme o tipo de procedimento, mas a lógica subjacente é a mesma:
Procedimentos com Resultados Temporários (Metabolizáveis)
Exemplos: preenchedores de Ácido Hialurônico, Toxina Botulínica, Bioestimuladores de colágeno (PLLA, PHCA).
Motivo: o corpo degrada e absorve as substâncias injetadas. A toxina botulínica perde efeito à medida que novas terminações nervosas são formadas (cerca de 4-6 meses). O ácido hialurônico é gradualmente metabolizado pelo organismo (6-18 meses, dependendo da área e do produto). O estímulo dos bioestimuladores é finito, exigindo novas sessões para manter o volume de colágeno novo.
Procedimentos com Resultados “Permanentes”, mas que Envelhecem.
- Exemplos: Lipoaspiração, Ritidoplastia (lifting cirúrgico), Implantes.
- Motivo: estes procedimentos alteram a estrutura de forma duradoura, mas não congelam o tempo. Após uma lipoaspiração, as células gordurosas daquele local não voltam, mas as restantes podem hipertrofiar com ganho de peso e a pele continua a perder elasticidade. Um lifting facial reposiciona tecidos, mas a gravidade, a perda óssea e a flacidez contínua seguirão seu curso. O resultado “permanece” em relação ao ponto de partida original, mas o corpo continua a envelhecer a partir daquele novo patamar.
Procedimentos de Estímulo de Colágeno (Neocolagênese)
- Exemplos: Lasers Fracionados (como CO2), Radiofrequência Microagulhada (Morpheus8), Ultrassom Microfocado (Ulthera).
- Motivo: estes tratamentos criam uma ferida controlada que desencadeia um ciclo de reparo e produção de novo colágeno, o qual também sofrerá com o envelhecimento intrínseco e extrínseco. O efeito é cumulativo e duradouro (anos), mas para manter a qualidade da pele acima da curva natural de declínio, sessões de manutenção periódicas (geralmente anuais ou bienais) são recomendadas. É como fazer exercícios físicos: você atinge um pico de condicionamento, mas precisa de treino contínuo para mantê-lo.
A Importância da Manutenção e do “Reforço”
A medicina estética moderna evoluiu para um conceito de manutenção contínua e precoce, em contraste com intervenções únicas e tardias. O objetivo não é esperar o envelhecimento severo para fazer uma grande correção, mas intervir de forma estratégica e suave ao longo do tempo para desacelerar os sinais visíveis.
Um protocolo inteligente muitas vezes combina:
- Procedimentos de “Estrutura” (feitos em intervalos maiores): lasers, radiofrequência, bioestimuladores, para melhorar a qualidade fundamental da pele.
- Procedimentos de “Ajuste Fino” (feitos regularmente): toxina botulínica e preenchedores, para tratar linhas dinâmicas e volumes que flutuam.

Entretanto, vale destacar que a decisão de refazer um procedimento deve ser sempre tomada em conjunto com o médico, baseada na avaliação clínica do resultado atual, na velocidade individual de envelhecimento e nos novos objetivos do paciente. Entender que a passagem do tempo é um processo ativo é o primeiro passo para um planejamento estético realista e bem sucedido a longo prazo.
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